AS ILUSÕES E DESILUSÕES DO TRABALHO…

…são as ilusões e desilusões de uma sociedade na qual vivemos com medo de lutar pelo que acreditamos

Há quem seja obrigado a ir para Direito porque, na sua perfeita família, a tradição já vem de gerações mas, como de obrigação se trata, o desempenho enquanto profissionais costuma ser fraco. Há quem persiga um sonho inspirado por uma vocação sentida desde a infância e depois se desiluda de tal maneira com as dificuldades que o mercado de trabalho apresenta que se torna infeliz de fazer doer. Há quem seja simplesmente infeliz sem saber se é porque não tem jeito para a profissão que lhe ocupa os dias ou se é porque não consegue adaptar-se à dureza dos pequenos lobbys que minam os corredores das empresas. Há também quem seja infeliz porque desempenha um papel de trabalho meramente instrumental, prostituindo-se pela necessidade de subsistência económica.

Todos estes casos não são novidade para ninguém porque, a percursos de pessoas que se sentem verdadeiramente infelizes na pele com que escolheram vestir-se, estamos acostumados a assistir.

Novidade, novidade, são as que arregaçam as mangas, admitem que são infelizes e enchem os pulmões de coragem para descobrir uma nova vida – normalmente contra tudo e contra todos, porque isto de perseguir a verdadeira realização choca muita gente! E são estas pessoas a prova viva de que há sempre outro caminho a seguir, mais verdadeiro.

Divididas entre a vocação e as frustrações sociais e de trabalho, muitas chegam a um ponto de ruptura. Desistem da profissão para a qual estudaram e descobrem outra vocação. Numa altura em que a taxa de desemprego em Portugal é de 9,2% quem não encontra trabalho ou vive situações de precariedade laboral nem sempre consegue solucionar o seu problema. No entanto também há histórias de pessoas que tiveram a coragem de dar o passo decisivo e mudar radicalmente de profissão. Embora sintam dificuldades, como o facto de não ter formação ou experiência e necessitar de começar do zero, a necessidade de investimento daqueles que pretendem criar o seu próprio negócio, ou ainda o facto de a nova área escolhida tambem poder sofrer com instabilidades económicas, muitos contam que tomaram um risco que os empurrou em direcção a uma vida melhor, e que a coragem de correr atrás de um sonho e sentir-se dono da sua vida trás uma satisfação autêntica.

É importante para todo o estudante universitário e pré-universitário perceber que deve procurar conhecer-se a si mesmo e lutar pelo que é, porque mal saia do conforto da faculdade começam as desilusões profissionais. É importante para o estudante e para o trabalhador, escolher a vida que levará a partir do dia de hoje. É importante deitar fora as máscaras hipócritas que facilmente nos oferecem em todo o lado e os valores materialistas que poluem a postiça mentalidade social, expor a vida dentro de nós sem medo e ser pro-activo (fazer acontecer em vez de ficar a espera que aconteça). A ambição que se nota faltar aos alunos e professores universitário em Portugal, revela um pouco a falta de ambição empreendedora e socialmente responsável do país no seu todo.

Fonte

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Um ser de outro mundo
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