Marketing nú e crú

Vou-vos falar um bocado sobre a empresa para a qual trabalho…
No sitio onde trabalho, não se faz só trabalhar, tambem se aprende muitas coisas.
Uma das muitas coisas que se aprende é marketing.
Eu trabalho numa daquelas lojas onde se pratica o, agora tão falado, comércio tradicional. Uma loja de rua, portanto. A empresa em que trabalho, não tem apenas esta loja onde estou empregado.
Existe uma cadeia delas, 12 creio eu. Estando a maioria concentrada em Lisboa.
Quase todas elas lojas de rua, com algumas poucas excepções. Havendo agora, á relativamente pouco tempo, para o tempo que a empresa existe, lojas de centros comerciais.
Um dos permenores que caracteriza esta empresa é de que existem vários sócios.
Mas muito importante, atenção pouco pessoal que lê este blog. Apesar de existirem estes sócios todos na empresa, eles dividem-se em sub-empresas.
Fazendo assim uma loja ter 2 ou 3 socios, outra ter mais outros 2 ou 3, etc. Tirando o sócio fundador/maioritário que faz parte delas todas, claro, esperto :)
Estão comigo?
E é precisamente aqui que começa a tal história do marketing de que vos falei.
Como os sócios não são todos os mesmos nas diferente lojas, a linha de raciocinio destes amigos diz que, têm que vender o mais possivel ao cliente sem indicar que existem outras lojas nossas.
De forma ao cliente não ir gastar o dinheiro a outra loja qualquer.
Então caso não haja o artigo que o cliente eventualmente possa crer, dizem prontamente ” Não temos ” em vez de, ” aqui não temos, mas se for á loja ,blabla, lá talvez possa encontrar ” ou até mesmo ” é só um bocado que eu vou tentar saber se na loja, bla bla, existe algum “.
Isto provoca o quê aos clientes, segundo os nossos Einsteins?
O cliente fica fiel á loja e não compra em mais lado nenhum enquanto o artigo que procura não chegar.
Não perdendo assim o dinheiro que o cliente ia gastar.
Se não seguisem este caminho, o cliente não gastaria o dinheiro naquela loja, mas como informado que existe o que queria numa outra loja nossa, poderia até se deslocar lá e fazer lá a compra.
Ao fim do ano, quando os lucros das lojas todas fossem destribuidos pelos socios todos, era tudo igual ter vendido nesta ou naquela loja.
Mas claro que segundo estes professores as coisas não se devem de processar bem assim.
Avançado na historia…
Agora falando do caso que está mais perto de mim, a loja onde trabalho mais especificamente.
No lado de cá, em Almada, onde trabalho, existem 2 lojas de empresa.
Uma de rua, na que trabalho e outra no centro comercial, almada forum.
Como não podia deixar de ser, aqui a linha de raciocinio é o mesmo.
Não falar da existencia de uma outra loja nossa nas próximidades e não fazer transferir os artigos de uma loja para a outra caso falte.
O que acontece, como já tinhamos visto?
O cliente sai e vai comprar em outra loja que nos faça concorrencia. Fazendo que não exista qualquer tipo de lucro, com aquele cliente.
Agora o motivo de toda esta escrita. O ponto engraçado a que quero chegar.
Os sócios de uma e de outra loja que existe aqui em Almada são os mesmos….
Ou seja estão em directa concorrencia e de guerra aberta com … bem … eles mesmos. Lindo. :) Em alguns casos isto até poderia ser marketing mas aqui em que a loja é a mesma, as marcas as mesmas, declaradamente isto faz algum tipo de sentido?
Alguem por aí que me consiga explicar onde é que o conhecimento destas pessoas tão cultas acaba?
Fico á espera de algum esclarecimento vosso, porque sinceramente eu não consigo chegar lá

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Um ser de outro mundo
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