Desabafos Digitais

Aqui assento o que vai passando pelo meu esquesito cérebro

Arquivo de Julho, 2006

Seres de alma cinzenta

Publicado por alienmind em 22/07/2006

É só impressão minha ou conforme o tempo vai passando, as pessoas vão ficando cada vez mais e mais individualistas, agressivas e distantes umas das outras?

Lembro-me de há uns tempos atrás ir para a net e conseguir sentir uma diferença de relacionamentos com as pessoas que por lá falava das pessoas que encontrava no mundo cá fora (por assim dizer). Os relacionamentos eram mais amistosos quentes e carinhosos, embora virtuais. Isto talvez por as pessoas sentirem que a net era um “mundo” diferente. Que por lá vigoravam outras “leis”. Não havia necessidade de se evidenciarem perante outras não havia uma competição do chegar primeiro ou tentarem serem as unicas ou qualquer outra razão. Penso que as pessoas mais ou menos conscientemente sentiam que não havia a tal “luta” ou “guerra” entre elas o strees práticamente enexistente, todas estas coisas subjacentes ao mundo que existe cá fora para garantirem uma qualidade de vida mais ou menos melhor.
Não havendo este tipo de sentimento a atormentar as suas mentes, hávia mais espaço para deixar outros tomarem lugar e serem mais naturais.
Hoje em dia, talvez pela transposição dos negócios para a net e por o numero de utilizadores ser maior, logo diferentes tipos de pessoas e mentalidades, este mundo virtual foi aos poucos transformando e ficando cada vez mais igual ao mundo real.
Agora as pessoas feixam-se como fazem no mundo de fora. Por haver quem esteja lá para destabilizar ou á procura de conteudos duvidosos. As pessoas não procuram novas amizades e feicham-se em privados com pessoas que já conhecem ou não navegam para sitios desconhecidos.

Isto para dizer que acho que acho que há tempos atrás a humanidade teve um tempo mais bonito, assim tenho essa esperança. A diferença é que no mundo da net por tudo evoluir mais depressa, os tempos mudaram mais depressa que no mundo real.

Agora, cada vez vivemos mais sozinhos, no meio de multidoes da cidade e do inecessante e problemático crescimento da população mundial. Que cada vez cresce a ritmos maiores.

Há mais desrespeito, crimes, depressoes, …
Há menos consideração, amizade, ….
As pessoas andam longe delas mesmo e cada vez mais infelizes actualmente.

O que interessa nos tempo de hoje é chegar á outra margem com o menor esforço possivel.
Sem querer saber como ou quem se esmaga pelo caminho que temos de percorrer.
Esta é a paga por isto tudo.

Somos animais sim, não somos vegetais, nem animais, somos animais.
Mas sejamos animais racionais e civilizados, como as categorias em que caimos.
No meio de querer ser um ser maior todo sabedor, queriamos estas condições de defeito da raça humana.
Não queriam ser superiores, a tudo fazemos parte, deste mundo, desta natureza. Não somos mais nem menos somos o que somos. Abracem os seres que somos.
Se começassemos a juntar esforços, unir as nossas forças, a ouvirmo-nos, trabalhando em grupo para o bem da comunidade ao em vez de para nós próprios, por vezes penso, não conseguiriamos chegar mais longe e sermos mais felizes?

Tanto fazemos para melhorar a nossa vida que acabamos por a piorar….

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Nada a dizer

Publicado por alienmind em 19/07/2006

Olá, mundo aí fora.

Desta vez estou a escrever, depois de umalonga viagem feita ao interior da minha pessoa.
Foi preciso muito tempo de interiorização, calma e preponderação.
Para reunir toda a força, convicção e coragem necessária.
Foi necessário uma enorme auto-disciplina, para conseguir falar sobre este tema que hoje lhes trago e que vou partilhar com vós.

O tema é … nada.
Vou-vos falar sobre nada.

Se calhar iria aconselhar os mais susceptiveis de se absterem de ler este tanto que agor passo a escrever.

Eu não tenho nada a dizer.
Não vou escrever nada.
E com isto dito me despeço até uma próxima vez.
Fiquem bem.

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Pensamentos soltos

Publicado por alienmind em 16/07/2006

Ola!

Cá estou eu de novo. É verdade não os deixei sozinhos.
Já tinham saudadinhas minhas não era? :)

Hoje depois de ver um documentário…
Porque é que quando dá um programa qualquer na televisão com um conteudo mais perigoso muitas vezes dizem “não tentem fazer isto em casa”?
Primeiro falam sobre as coisas, expoem as pessoas á materia, mostrando como as coisas se fazem, como origanar, …. o que fôr. Dão e ensinam todos os passos, com notas detalhadas.
Uma pessoa fica entusiasmada com aquilo que viu e aprendeu. É claro que é natural querer reproduzir aquilo que acabou de assimilar.
Mas depois lembrase da tal frase e diz “espera é perigoso provocar uma explosão em casa, eles diseram-me para não tentar isto em casa”. E é então que vai para um espaço aberto … tipo meio da floresta e tenta o novo conhecimento….
E depois queixam-se não é? Á pois é.

Eu sinceramente não sei onde é que queria chegar com isto, peço desculpa a todas as infelizes almas que infelizmente leram isto.

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Free your mind

Publicado por alienmind em 13/07/2006

Esta é uma das imagens que mais me deu que pensar.
A princípio quando a vi os meus olhos pararam sobre ela e achei que era uma bela imagem.
Tanto pelas cores que tinha, por serem armoniosas chamam á atenção, mas também pelo facto de ser uma bela imagem e ser feita por computador.
Mais tarde quando, com mais tempo, voltei a olhar para ela, apercebi-me que continha mais qualquer coisa do que a vista conseguia observar. Esta imagem continha um tipo de sentimento embebido nela.
Estudando-a mais de perto, vi que uma mensagem era passada, a de esperança no meio de tristeza. E isto porquê?
A análise que fiz foi esta…
O céu divide-se em duas cores, uma mais clara e uma mais escura, estando esta mais escura, situada mesmo por cima da personagem. Querendo fazer parecer que esta tem uma vida negra ou um pensamento escuro de tristeza. Está de cócoras como se já não tivesse forças para enfrentar a vida mas ao mesmpo tempo tem um ar pensativo. Está à beira mar como se tivesse procurado um lugar calmo para pensar sobre o que lhe atormenta a mente.
As cores na imagem são muito ténues como se de uma névoa se tratasse mostrando talvez como a pessoa vê o mundo que a rodeia, um mundo sem cores e alegria.
Esta foi a leitura pessoal que fiz da imagem, não quer dizer que seja isto que esta mensagem transmita, nem tão pouco sei se foi a pensar em tudo isto que o autor desta imagem a criou.

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Médicos Farmácias e teorias

Publicado por alienmind em 12/07/2006

Eu adoro ir ao médico. Voçês não?
Não, não é pelos medicamentos, como alguns de voçês estão a pensar neste momento … drogados.
É toda aquela mística que envolve uma ida ao médico.
Com a saude debilitada e sem grande paciencia, entramos no edifício do hospital ou posto médico e deparamo-nos com uma enorme fila de espera, para marcar a consulta. Sem forças lá nos arrastamos para o fim da fila. Em pé naquele fila que parece que parou de andar logo que ali entrámos, olhamos em nossa volta. Vemos montes de gente doente, umas sentadas outras de pé, outras ainda de um lado para o outro. Umas de cara inchada outras de braço ao peito, umas amarelas outras vermalhas. Pensamos:

- Mais parece que tou num campo de guerra e acabou de se dar uma batalha e pelo aspecto desta gente devemos de tar do lado da equipa que perdeu.

Nestas alturas há sempre dois tipos de personagens entre outros que se destacam e nos acompanham, desde que entramos até ao fim da fila. Parecem estar em todas as filas de espera dos médicos.
Uma delas é a Dona Gertrudes da orta. que fala pelos cotovelos, durante toda a sua estadia na fila. Dona Gertrudes vem sempre do interior, de uma terrinha que nunca niguem ouviu falar. Como fala com uma pessoa que conheceu agora, julga que tem que contar toda a sua vida. Para alem disso, parece que o seu cerebro trabalha com leitura aleatória. Não parado de saltar de tema de conversa, que niguem consegue seguir:

- A irmã é que a matou … Hoje tá frio, quem diria … O meu filho é que tinha razão …

A outra personagem é a que inspira e expira de uma forma muito prenunciada… em forma de tosse.
(Inspira e … tosse tosse tosse, inspira e … tosse tosse tosse).
Estas duas personagem formam uma equipa de guarda costas, designada para nos proteger. Ficando uma á frente e a outra a trás de nós, estratégicamente, porque têm a situação sobre controle e bem estudada.
A Dona Gertrudes fica á frente e a fábrica cuspidora de bolas de saliva, atrás. Entretanto damos por nós a pensar:
Devem de estar a oferecer qualquer coisa lá á frente, para estar aqui tanta gente em pé á espera. É então mais ou menos por esta altura que o espetaculo começa…
Aos poucos começamos a tomar nota das barbaridades e conversas sem nexo, que saiem a uma velocidade estonteante de Dona Gertrudes da orta.
No mundo do nosso cerebro estamos assim:
Se ela se vira para mim to lixado… tenho que estar o resto da hora que falta para chegar lá á frente a gramar aqui com a conta-rotações.
E é claro que quando pensamos que não gostariamos que algo acontece-se que ela acontece.
Em camêra lenta vemos Dona Gertrudes a virar-se para nós…

- Não … não … não … ahhh … matem-me.

Então começa a pobre da Gertrudes com a sua conversa aleatória.Nós numa tentativa para escapar á turtura, fingimos que não reparamos que estava a falar com a gente. Olhamos para o relógio, abrimos a carteira á procura de qualquer coisa, olhamos para trás a fingir que procuramos alguem lá atrás. É então que o 2º personagem toma controle da situação.
Levemente inspira o ar que ali paira e … tosse … tosse …expira o ar saturado de humidade que se nos condensa na cara pulvilhada com todos os seus micróbios. Inspira e uma nova bola de saliva vem em nosso ataque. Com a situação insuportável decidimos que é melhor voltarmos outra vez para a frente. Entretanto rezamos para que Dona Gertrudes ainda não esteja a falar com a gente…
Não, sem sorte, vemos que ela mesmo assim falando sozinha, continua com as suas maravilhosas conversas saltitonas.
Finalmente meia hora passa e encontramo-nos no guichet (guichet, tou a falar bem não tou?).
Por detrás do vidro, uma cabeça lá em baixo quase invisivel, está atrás de um computador, parece falar com a gente. Ao inserir os nossos dados no computador, sem dar por isso engana-se carregando numa tecla que chama uma rotina onde nunca antes teve. Em pánico com a nova visão desorienta-se, pois nunca antes esta pessoa tinha visto mais nada no pc do que a janela onde inseria os nomes dos pacientes. Então sem saber o que fazer, dá a resposta típica destas pessoas, aquando nestas situações:

- Tem que esperar um bocado, porque o computador ficou sem sistema.

Então esta pessoa espera um bocado, na esperança que com o tempo o computador milagrosamente fique novamente “com sistema”. Agarrando em uma folha de papel, lá pede os nossos dados uma outra vez. Pelo intercomunicador que não funciona aos berros damos os dados.

- Pode esperar na sala de espera á direita.

Lá esperamos, tanto até chegar ao ponto que não sabemos o que lá estamos a fazer. Finalmente lá ouvimos um som pelo intercomunicador que se assemalha ao nosso nome e lá vamos ver o Sr. Dr.
Tipicamente todas as conversas de médico começam com:

- Então o que o tráz por cá?

- Dah! Doença, não é? Se não, não vinha ao MÈDICO e ter que aturar Gertrudes, Máquinas cuspidoras de saliva e Eng. informáticos, não é?

Era o que nos apetecia dizer…
Como não aprenderam medicina no tempo em que andavam á escola e não o que fazer. Poêm-se a ver se servimos de antena e encostam uns auscultadores a nós. Como não apanham nada vão mudando de sitio até apanhar uma emissão melhor. Se não conseguirem apanhar sinal. Se não conseguirem apanhar sinal, decidem ver se há algo obstruir o canal. Então peguam em um bocado de pau e olham pela nossa garganta abaixo, a ver se engolimos alguma coisa que esteja a obstruir o sinal.
No fim da consulta lá escrevem uma coisa qualquer, que combinou com um laboratório farmaceutico e dizem:

- As melhoras.

Eles tão, tão confiantes com o trabalho que fizeram que até nos desejam as melhoras ao inves do “agora vai ficar bem”.
Entramos na farmácia com o papelinho que o médico nos deu, dizemos boa tarde para não sermos umas pessoas mal criadas e que queremo haviar o medicamento.
Eles olham para o papel e como não conseguem ler a letra (quem consegue?) saiem do balcão e vão para uma sala á parte e passado um bocado voltam.

(O que aconteceu ali?)
Eles entram na sala para perguntar aos colegas:

- Epá, consegues ler isto? – Népias, men. – Eu vou ver se consigo descobrir mais…

Ao chegar ao pé da gente perguntam:

- Quer isto em cápsulas ou rémedio?

Na esperança que nós lhe demos mais pistas para descobrir o mistério do papel ilegível.
Mas como nós já sabemos os que eles fazem dizemos:

- Tanto faz, o que o sr. achar melhor.

Hehe que mauzinhos que somos :)
E lá vão eles para a sala outra vez.

- Então, tiveste sorte? – Na, aquele borrego tambem não faz a minima.

A próxima jogada que eles fazem aseguir é fechar os olhos e tirar uma caixa á sorte.

(Como é que eu sei isto?)
Pelo que eles dizem aseguir.

- Quando este acabar venha cá para haviar outra dosse.

E quando nós lá vamos, perguntam.

- Então deu-se bem com esse?

Se respondermos que sim haviam o mesmo, se respondermos que não, o jogo começa outra vez, até acertarem.

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Farto

Publicado por alienmind em 05/07/2006

Se há dias em que estou farto da vida hoje é um deles.
Farto.Não no sentido de querer pôr termo á vida.
Falo apenas no aspecto de tudo o que olhamos á nossa volta ou pensamos acerca, parecer que está virado de pernas para o ar em relacão a nós.
Ao estarmos mentalmente num desses dias, predispomos as condicões necessárias para tudo correr mal.
Ao nos sentir-mos quebrados, sem força vital, fartos… concentramos nos apenas nos aspectos negativos e esquecemos os positivos, ficamos desmoralizados e sem paciencia.
Desiludido já no meu dia a dia quando nestas alturas, só me aptece poder fugir de tudo, sem consequencias.
Para um esconderigo secreto e poder pensar e admirar á vontade uma vista fantastica da natureza.
Sentir a brisa e ouvir os sons e cantos dos animais.
Felizmente, no meu caso, estes acontecimentos não se estendem por um dia todo, ocupam apenas um ou outro momento que se segue logo ao acontecimento que me pôs neste estado.

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Sem tempo

Publicado por alienmind em 04/07/2006

Hoje o tempo que disponho para dedicar ao blog infelizmente não é muito.
Por isso vou á minha base de dados, ver se encontro algo para deixar aqui.
Para não passar hoje sem dar um novo “post”.
Espero que gostem. :)

O homem adormecido
de tanto cobiçar
tem o orgulho ferido
só sabe matar

Este pequeno poema foi escrito em : 30/07/2002

Escrito num periodo da minha vida que andava um bocado deprimido e zangado com tudo e todos.

Divirtam-se…

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Idiota

Publicado por alienmind em 03/07/2006

Nunca discutas com um idiota.
Ele arrasta-te ate ao nível dele…
… e depois ganha-te em experiência

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Ditados populares

Publicado por alienmind em 02/07/2006

Cão que ladra não morde
Se correres mais que ele

Quando a esmola é muita
O pobre quase compra um bolo

Agua mole em pedra dura
Faz os sapatos escorregarem

…eu sei não digam nada

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